Publicado por: iaramarfim em: setembro 3, 2011
“Hoje sonhei que assava um pato. Logo depois de pronto, uma amiga, Isbela, vomitava em cima dele sem querer e ninguem comia! Sendo o sabor do pato, para sempre, um misterio…”
- Conversa com Isbela sobre o sonho:
Isbela - (…)que posso dizer… desculpa por vomitar no seu pato assado, seja lá o que isso for
Eu - qual será o significado disso velho?
cadê o dicionário de sonhos?
“vomitaram no meu pato”
pato é um animal terrestre, só que ao mesmo tempo tem asas, mas não voa muito bem e é mais gracioso na água, mas ele não é aquático mesmo, ne?
ele é uma fusão de três elementos
então pode ser que estou numa fase tripla, indecisa, cheia de alvos mas sem foco, pois são três
quero voar mas não sei, sou desengonçada na terra e o lugar que me dou melhor é o lugar que não me pertence
ai vem você, que é a anja do vomito sagrado
e VOMITA nisso tudo!
me mostrando que é tudo uma viadagem e que é pra eu acordar e tomar tento na vida.
Será que é isso?
Isbela - vc tem que procurar o q a zorra do pato significa pra VC. e que sensações e lembranças te traz e o que vc lembra de ter sentido quando eu apareço nessa cena e… vomito na sua obra
Eu - vei, acho que pato não significa nada pra mim
eu nunca penso em patos
nunca falo em patos
foi a primeira vez que sonhei com pato
eu nunca nem comi um pato!!
você tava la com a galera, tinha mais gente, mas não lembro quem
e logo depois de eu tirar o pato do forno, você via, falava : “ó, que bonito..” ai vomitava em cima dele..
Isbela - isso é forte.
Publicado por: iaramarfim em: setembro 10, 2010
Aah gente! Sabem o que fui assistir ontem? “Nosso Lar”, aquele filme super caro baseado na obra de Chico Xavier e tal… minha crítica é a seguinte: O espiritismo foi criado por Allan Kardec, um BURGUES – CIENTISTA – FRANCES – DO SEC. XIX.
Quero dizer, é muito facil identificar essa raiz e herança na religiao! Vou exemplificar com o filme: O Nosso Lar (uma das cidades espirituais onde vao espiritos ja com alguma elevaçao consideravel) é igual a um condominio fechado; consigo ate imaginar uma propaganda: “Nosso Lar Ville!! O seu sonho de vida! aqui temos segurança, limpeza, praças arborizadas, ruas pavimentadas e casas elitizadas! Onde sua familia poderá, enfim, viver em paz! Ja está se esgotando, compre logo a sua!”.
Tem um plano que fica entre a Terra e as cidades espirituais que se chama Umbral, onde ficam os suicidas e as pessoas que nao conseguiram ser protagonista da Malhaçao na vida real: elas ficam lá agonizando e sofrendo na lama. MAS NAO SE PREOCUPE! As cidades espirituais para evoluidos (aposto que a Sandy vai pra lá!) tem grandes muros rodeando elas e sem nenhuma porta!! Nao é qualquer um que entra no Nosso Lar Ville! So os com elevaçao espiritual que conseguem passar pelo muro – nao sei pq, mas isso me lembra muito a relaçao de favelas/alphaville (e se voce odeia pagode, sertanejo, arrocha… lá é sue lugar! So toca musica erudita, pq essas outras sao de preto pobre que merece ir pro Umbral!)-
E pra terminar so mais uma observaçao: Eles falam que a vida aqui é uma copia de la (e la a tecnologia é super avançada, tipo carros voadores e etc..) e que quanto mais evoluirmos e o tempo passar mais nossa tecnologia aumentará e se assemelhará a tecnologia de lá = quanto mais evoluçao espiritual mais evoluçao tecnologica? Entao quer dizer que é cientifica/religiosamente provado que as tribos africanas, ou indigenas ou sei la de onde, com pouca tecnologia, sao menos evoluidas espiritualmente do que os cidadoes da Europa, por exemplo?!
Conclusao: A vida após a “morte” para os “bonzinhos” é um grande deleite burgues
Nao sou ateia mas tudo tem limite, ne?
Publicado por: iaramarfim em: agosto 19, 2010
Em homenagem a UFBA e minha volta as aulas:
Veja que beleza
Em diversas cores
Veja que beleza
Em vários sabores
A burrice está na mesa
Ensinada nas escolas
Universidade e principalmente
Nas academias de louros e letras
Ela está presente
E já foi com muita honra
Doutorada honoris causa
Não tem preconceito ou ideologia
Anda na esquerda, anda na direita
Não tem hora, não escolhe causa
E nada rejeita
Veja que beleza
Em diversas cores
Veja que beleza
Em vários sabores
A burrice está na mesa
Refinada, poliglota
Ela é transmitida por jornais e rádios
Mas a consagração
Chegou com o advento da televisão
É amigo da beleza
Gente feia não tem direito
Conferindo rimas com fiel constância
Tu trazes em guarda
Toda concordância gramaticadora
Da língua portuguesa
Eterna defensora
Publicado por: iaramarfim em: maio 6, 2010
Vivemos intrinsecamente enraizados a hábitos, costumes, idéias e sentimentos. Estamos atuando, inevitável e constantemente, no nosso espaço e, em conseqüência, no espaço do outro. Somos agentes e produtos culturais em eterna mutação, repetindo e transformando o que já existe.
Precisamos saber trabalhar com, e para, nossa cultura, em nosso beneficio. Utilizando a política dentro dela, transformando ou mantendo-a de forma cuidadosa, conscientes de que nós somos o que produzimos e vice-versa. Assim, respeitando nosso passado e futuro.
O sentido de “melhor” não se encaixa na realidade da diversidade cultural. Cada povo tem sua cultura, dentro dela suas tribos e cada indivíduo tem sua múltipla identidade. Não existe diploma, farda, dogma ou lei que construa uma pirâmide hierárquica na produção da vida humana.
A cultura tem lugar único e relevante na atualidade, transcendendo e trabalhando com a política e a economia, sendo pensada com um novo olhar. Hoje temos culturas globais. O mundo “diminuiu” graças às novas tecnologias de comunicação e transporte. Discute-se sobre perda de raízes ancestrais, criação da nova “pangéia “ global e sua cultura homogênea, no auge do domínio da globalização. Mas, o produto do Século das Luzes, o Individuo (com suas fortes “Sizígia” e “Persona”), está presente para conflitar com todas as tentativas de generalização.
Publicado por: iaramarfim em: abril 29, 2010
A cidade é um hipertexto e o cidadão seu agente modificador.
Cada individuo está em constante transformação, se destruindo e reconstruindo. Ele expressa isso, concretamente, na sua cidade e, também através dela, nas outras pessoas. A cidade é o espaço onde a sociedade transcende ela mesma a todo momento.
Nosso poder de comunicação e articulação de pensamento vai alem da palavra; pensamos entre as línguas e através delas.
Publicado por: iaramarfim em: abril 13, 2010
Nunca fui o grande ou primeiro amor de ninguem e me enche de desespero saber que talvez nunca seja .
Nunca vou achar o que procuro, porque o que eu busco nao existe .
Sempre o medo e o rancor vencem a corrida contra o amor .
Sempre sou deixada por cansaço .
Às vezes rio disso tudo .
Publicado por: iaramarfim em: março 10, 2010
Gosto de dinheiro, gosto de gasta-lo, gosto de ter, gosto de usar, gosto de variedade, gosto de consumismo e sou completamente apaixonada pela vida burguesa!
…
Preciso começar a trabalhar .
Publicado por: iaramarfim em: fevereiro 23, 2010
Achei essa muito boa .
Publicado por: iaramarfim em: janeiro 3, 2010
Mulher de Escorpião
Comigo não!
É a Abelha Mestra
É a Viúva Negra
Só vai de vedete
Nunca de extra.
Cria o chamado conflito de personalidades.
É mãe tirana
Mulher tirana
Irmã tirana
Filha tirana
Neta tirana.
Agora, de cama diz que é boa paca.
. . .
Vinícius de Moraes
Publicado por: iaramarfim em: novembro 10, 2009
“Numa dessas aulas de biologia aprendi que a clorofila das plantas absorve todas as intensidades de radiação luminosa. Menos a verde, que é refletida.
A planta rejeita o verde e se apropria de todas as outras cores.
Fiquei imaginando todos os violetas, rosas, laranjas lá dentro, em festa, dançando, alimentando a folha. Enquanto só vemos o verde, que é o único que está de fora.
Se eu vejo uma manga amarela, sei que esse amarelo que está saindo dela é na verdade a única cor que ela não absorveu. A manga é não-amarela. É azul, é o que quiser, menos o amarelo que estou vendo.
A cor que vemos é o que diz tudo que a coisa não é. É a denúncia da única cor que não faz parte do objeto; tudo que ele cospe pra fora. A cor que vemos é a rejeição. Verde é tudo que a planta não é.
As coisas, a matéria, na sua relação com a luz, são só aparência.
Veja então como são as aparências: dizem exatamente o que as coisas não são.”
ISBELA TRIGO
Quando li esse texto… nossa.. sem palavras..!